Startups podem criar soluções para grandes empresas

Heloisa Menezes, diretora técnica do Sebrae, afirma em palestra que muitas grandes empresas já se valem dos pequenos negócios para inovar

Conferência de Simulação e Tecnologia Militar

Conferência de Simulação e Tecnologia Militar (Crédito: divulgação)

A área de tecnologia digital tem sido muito povoada pelos pequenos negócios, que podem ser responsáveis por criar soluções para muitos problemas das gigantes corporações. E em busca de novas ideias, cada vez mais as grandes empresas buscam unir forças com startups, segundo a diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes. Ela foi uma das palestrantes na Conferência de Simulação e Tecnologia Militar (CSTM), que teve início na segunda-feira (23) e termina nesta quinta (26), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília/DF.

“Hoje se trabalha muito com a perspectiva de que as startups podem atuar nas cadeias de valor de grandes empresas. As plataformas lançam as ideias e há alguém que acredita nelas”, afirmou Heloisa, durante a palestra.

Rapidez no desenvolvimento de soluções

De acordo com a diretora, um dos motivos dessa tendência é o baixo custo dos investimentos. Além da rapidez no desenvolvimento de soluções. Segundo Heloisa, as startups nascem de pessoas com grande conhecimento na área técnica e científica. E com experiência em modelos de negócios inovadores, exponenciais e mais horizontais.

Durante a palestra, feita para militares e especialistas na área tecnológica, Heloisa apresentou um retrospecto dos avanços da economia digital, nos últimos anos. E observou a necessidade de os negócios se atualizarem no Brasil.

“Antes fazíamos planejamento para dez anos. Mas hoje é de cinco ou dois anos. Tudo surge em uma velocidade impressionante. O mundo se tornou móvel e imprevisível”, ressaltou a diretora do Sebrae.

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Adesão à tecnologia digital ainda é baixa

O mesmo alerta sobre o avanço da tecnologia foi dado por Gianna Sagazio. Ela é diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e também foi palestrante.

“Se não aproveitarmos essa oportunidade agora, será difícil enfrentar o desafio mais à frente”, observou Giana.

A diretora do CNI apresentou dados de uma pesquisa feita em 2017 pela instituição. O estudo comprova que ainda é baixo a adesão das indústrias à tecnologia digital.

“É importante que as duas entidades (Sebrae e CNI) estejam antenadas”, afirmou o general Aderico Mattioli, coordenador do Sistema Defesa, Indústria e Academia de Inovação (SisDIA). Ele foi um dos organizadores do “Café da Inovação”, que reuniu, além das duas diretoras, oficiais das Forças Armadas e profissionais dos setores tecnológico e militar.

Foco nas micro e pequenas empresas

Por fim, a diretora Heloisa Menezes falou do processo de transformação digital que o Sebrae está passando. E que visa atender mais micro e pequenas empresas de forma mais ágil.

“Também estamos fomentando a inovação nos pequenos negócios”, disse a diretora. Ela assinalou a necessidade de parcerias entre outras instituições, como universidades e entre as próprias corporações.

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