Startups: entidades apoiam inserção no mercado global

O programa StartOut Brasil fomenta a inserção de startups brasileiras nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo

Um pool de importantes instituições de apoio ao empreendedorismo lançou recentemente o StartOut Brasil, um novo programa de internacionalização de startups. O programa é resultado de vários meses de articulação entre o Sebrae, a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), os ministérios das Relações Exteriores e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

Representantes das entidades que lançaram o StartOut Brasil (Crédito: Divulgação)

Representantes das entidades que lançaram o StartOut Brasil (Crédito: Divulgação)

As instituições se juntaram com o objetivo de atuar de forma coordenada, integrada e voltada para resultados efetivos para a economia digital brasileira. E por intermédio do StartOut Brasil irão apoiar startups com potencial de inserção no mercado global. Até 2018, 60 startups serão selecionadas para imersão em quatro países: França, Alemanha, Estados Unidos e Portugal.

Troca de experiências e exposição em outros mercados

Foto de Heloiza Menezes, diretora técnica do Sebrae

Foto de Heloiza Menezes, diretora técnica do Sebrae

De acordo com Heloisa Menezes, diretora técnica do Sebrae, o programa vai oferecer muitas oportunidades para as startups brasileiras, em função da troca de experiências e da exposição que elas terão no mercado internacional.

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“Será importante para terem padrões de serviços e produtos que atendam mercados mais exigentes, além de um olhar diferenciado para competição global”, ressaltou Heloisa, ao participar do painel de lançamento do StartOut Brasil.

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A expectativa, segundo a diretora do Sebrae, é essa inserção internacional contamine as empresas brasileiras, mostre que o país tem grandes empreendedores e influencie um melhor o ambiente de negócios no Brasil.

Veja abaixo o vídeo do evento de lançamento do Start Out Brasil:


E entre as armas que as startups terão para brigar por seu espaço além das fronteiras do Brasil estão as capacitações e mentorias individualizadas e especializadas que o Sebrae pretende proporcionar, antes e depois da experiência em missões e parcerias no exterior.

Foto de Roberto Jaguaribe, presidente da Apex-Brasil

Foto de Roberto Jaguaribe, presidente da Apex-Brasil (Crédito: divulgação/Apex-Brasil)

Segundo afirmou o presidente da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe, as startups têm custo menor e podem competir melhor.

“(As startups) já nascem para serem globais e podem evoluir para patamares mais competitivos”, disse Jaguaribe.

Aceleração de startups

O secretário de Inovação e Novos Negócios do MDIC, Marcos Vinícius de Souza, destacou que o novo programa surgiu a partir da experiência do InovAtiva Brasil, uma megaplataforma especializada na aceleração de startups, porém, com foco no mercado interno.

“Com o StartOut, vamos ampliar nossa ação, promovendo a inserção dessas de startups com potencial de concorrer no mercado global”, disse Marcos Vinícius.

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Já o ministro Manuel Lopes da Cruz, do MRE, informou que as embaixadas e consulados do Brasil nos mercados-alvo das startups vão apoiar o StartOut, com informações sobre oportunidades e parcerias locais.

Por sua vez, José Alberto Aranha, presidente eleito da Aprotec, afirmou que a entidade participa de uma rede internacional de entidades promotoras de inovação. E que as startups brasileiras participantes do programa também irão se beneficiar do apoio dessas entidades.