Palácio do século 19 abriga empreendedores e startups em SP

Prédio histórico abriga, desde o início do mês, o Centro Nacional de Referência em Empreendedorismo, Tecnologia e Economia Criativa, administrado pelo Sebrae-SP

Assinatura de Convênio entre Governo e SEBRAE

(Crédito: Diogo Moreira/A2img)

O Palácio dos Campos Elíseos, localizado no centro da Capital Paulista, é o mais novo polo de empreendedores e startups ligados a tecnologia, inovação e criatividade. Cedido pelo governo do estado de São Paulo, o prédio histórico passou por uma restauração que durou quatro anos, com um investimento na casa de R$ 20 milhões. O local abriga, desde 3 de abril, o Centro Nacional de Referência em Empreendedorismo, Tecnologia e Economia Criativa, administrado pelo Sebrae-SP.

Ex-sede do governo

Inaugurado em 1899, o Palácio dos Campos Elíseos era do cafeicultor e político Elias Pacheco Chaves. A residência de 4 mil metros quadrados e quatro andares, localizada na Avenida Rio Branco, tornou-se conhecida pelo seu mobiliário e decoração. E trazia, na época, o que havia de mais sofisticado no mundo. O local foi sede do governo estadual de 1912 a 1965 e recentemente abrigou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, que lá permaneceu até 2006.

Aos cuidados do Sebrae-SP

Desde então, o prédio estava desocupado. Até que em 14 de julho de 2017, o Decreto 62.699/2017, do governo do estado, autorizou o Sebrae-SP a utilizar o palácio de forma gratuita, pelo prazo de cinco anos, de acordo com informações da Agência Brasil.

“O centro será o palco ideal da exposição e do encontro de acesso a mercado de investidores para apostar nas ideias empreendedoras”, disse o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Inovação e economia criativa

De acordo com Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP, a cultura estará sempre representada no espaço. Ele aposta na vocação do local para a inovação e a economia criativa.

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“Se pensarmos nas cinco empresas mais valiosas do mundo no ano 2000, apenas uma era da área de tecnologia. Hoje, das cinco empresas mais valiosas, cinco são de tecnologia. Criar um espaço que privilegia o acesso e a difusão da informação, da inovação e da tecnologia mostra que São Paulo continua conectada aos desafios do futuro”, disse Bruno Caetano.

Atividades

As primeiras atividades do centro começam no primeiro andar, onde funcionam uma aceleradora de startups, com 11 empresas paulistas selecionadas entre 120 inscritos, um espaço de coworking, duas salas para capacitações, salas de reuniões e a área administrativa do Sebrae-SP. Os quatro andares do prédio devem ser gradativamente ocupados pelas diversas atividades do centro, segundo o Sebrae-SP.

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