Índice de confiança das MPE termina janeiro de 2018 em alta

Indicador do SPC Brasil e CNDL chega ao quarto mês seguido acima dos 50 pontos e apontam para um otimismo maior do setor

Homem segurando papel com desenho de smile, representando uma avaliação positiva.

(Crédito: bacho12345/123RF)

As Micro e Pequenas Empresas (MPE) terminaram o mês de janeiro de 2018 mais confiantes. De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o Indicador de Confiança das MPE atingiu 54,6 pontos no primeiro mês do ano. Acima dos 51,1 pontos registrados em dezembro de 2017. Pela quarta vez seguida, o resultado ficou acima dos 50 pontos. De acordo com os realizadores da pesquisa, isso indica que o clima de otimismo tem prevalecido entre os entrevistados.

Métodos da pesquisa

Pela metodologia, o indicador varia de zero a 100. Acima de 50 pontos, o resultado já é tradado como confiança nesses empresários. Já abaixo dos 50 pontos, os números tornam-se um reflexo da desconfiança com os negócios e com a economia.

Foto do presidente do SPC Brasil, Roque Pelizzaro.

(Crédito: Agência Brasil)

“Tanto a avaliação do cenário atual quanto as expectativas para futuro cresceram neste início de ano, com destaque para o crescimento do segundo componente”, disse o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “A recuperação econômica em curso contribui para a melhora do humor dos empresários. A percepção do cenário atual já é bem melhor do que a observada no início de 2017. Se confirmadas as expectativas ao longo de 2018, a confiança poderá consolidar-se acima do nível neutro. Quem sabe encorajando os micro e pequenos empresários ao investimento e, por consequência, iniciando um ciclo virtuoso para a economia”, completou.
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Seis meses passados e seis meses futuros

De acordo com artigo do site da CNDL, o Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas. Por meio da avaliação das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses. Já com as expectativas, o objetivo é medir o que se espera para os próximos seis meses.

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No caso do Indicador de Condições Gerais, o resultado de janeiro de 2017 ficou em 34,2 pontos, contra 41,6 pontos em janeiro de 2018. Como o índice continua abaixo do nível neutro de 50 pontos, a avaliação é de que os empresários não enxergaram os últimos seis meses de forma favorável. Apesar de o crescimento do índice apontar uma interrupção na trajetória de piora.

Entre os micro e pequenos empresários entrevistados, 50% consideram que as condições da economia brasileira pioraram nos últimos seis meses. Um número elevado, apesar de menor que os 63% alcançados em janeiro de 2017.

Expectativa de melhora cresce

Já o Indicador de Expectativas, que serve de parâmetro para avaliar o que os empresários aguardam para o futuro, ficou em 64,4 pontos em janeiro de 2018. Em dezembro passado, o índice chegou a 59,0, enquanto janeiro de 2017 registrava 63,6 pontos.

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Segundo a pesquisa, 51% dos micro e pequenos empresários apostam, de alguma forma, numa melhora da economia do país. Outros 18% seguem pessimistas. Quando perguntados sobre a análise sobre o futuro no que diz respeito às próprias empresas, 64% dos empresários se disseram otimistas,  contra 8% de pessimistas.

O índice de confiança dos micro e pequenos empresários no desempenho da economia aumentou. Mas a maior parte dos entrevistados não sabe explicar as razões. Entre os otimistas, cerca de 40% admitiram não saberem o porquê da confiança. Apenas acreditam que coisas boas devem acontecer. A mesma razão é citada por 26% dos micro e pequenos empresários que estão otimistas com seus negócios.

Instabilidade política gera pessimismo

Entre os pessimistas com a economia, a instabilidade política é vista como principal razão na falta de perspectivas de melhora para a economia. A razão foi apontada por 69% desses entrevistados. Dentre os pessimistas com o próprio negócio, 48% afirmam que o volume de vendas está baixo e 30% consideram difícil empreender no Brasil.
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Em outro dado pesquisado no levantamento, a maior parte dos micro e pequenos empresários (49%) acredita que o faturamento poderá crescer. Outros 41% acham que o faturamento seguirá estagnado neste primeiro semestre do ano, enquanto 6% esperam queda nas receitas.

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