Futebol deve movimentar R$ 20,3 bilhões em comércio e serviços

Pesquisa do SPC Brasil e da CNDL revela que 60 milhões de consumidores devem realizar gastos com produtos ou serviços relacionados para assistir aos jogos entre as seleções

Comércio e serviços deve se atentar ao futebol no sofá

(Crédito: stockbroker / 123RF Imagens)

A poucos dias da estreia do Brasil nos gramados da Rússia, a maior festa do futebol no mundo começa a despertar o interesse dos brasileiros. De acordo com uma pesquisa realizada em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aproximadamente 60 milhões de consumidores devem realizar gastos com produtos ou serviços relacionados evento, que começa nesta quinta-feira (14). O dado corresponde a 51% dos consumidores que acompanharão os jogos do campeonato, enquanto outros 25% dos entrevistados revelaram que não irão consumir nada relacionado à competição. Estima-se que o setor de comércio e serviços deverá movimentar R$ 20,3 bilhões no período.

Maioria pretende assistir aos jogos em casa

Dentro dos que pretendem gastar para assistir às partidas, o consumo de alimentos na casa de amigos ou parentes (91%) e de bebidas na comemoração dos jogos (87%) serão os mais comuns. Entre as comidas, os tira-gostos (56%), itens para churrasco (49%), pipocas (37%) e salgados (31%) são os mais populares. Enquanto a cerveja, com 74%, é a bebida preferida da maioria, sendo que 72% citaram refrigerantes e 69% irão gastar com água.

A pesquisa revela também que 62% dos torcedores brasileiros pretendem gastar com idas a bares e restaurantes para assistir às transmissões dos jogos. A compra de camisetas, uniformes e afins está nos planos de 61%, enquanto 54% têm planos de fazer uma decoração verde e amarela e 48% querem comprar acessórios, como bonés, maquiagem, cornetas e vuvuzelas (48%).

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Investimento em equipamento

Entre os consumidores mais tecnológicos, 38% que irão adquirir serviços de dados de internet para smartphone e 21% que compraram ou planejam adquirir uma TV nova para assistir às partidas.

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“Para o comércio e o setor de serviços, o torneio vai além da competição em campo. Ele representa um ótimo momento para incrementar as vendas de artigos de vestuário, eletroeletrônicos, alimentos, bebidas, decoração, entre outros itens. Sobretudo em um momento de tímida recuperação econômica como o atual. Mesmo quem não acompanha futebol no dia a dia acaba se contagiando com a atmosfera proporcionada pela competição, que é mais do que um evento esportivo. É um grande acontecimento geopolítico, cultural e também econômico”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

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O estudo revela que 81% dos torcedores pretendem se reunir na própria casa ou na casa de amigos e parentes (44%) para assistir aos jogos. E a média de gasto por encontro, neste caso, gira em torno de R$ 119. Já entre os que verão as partidas em bares ou restaurantes (22%), a expectativa média aumenta para pouco mais de R$ 128.

Preço de bebida é diferencial

A escolha do bar ou restaurante, para 35%, leva em consideração, principalmente, o preço acessível das bebidas, enquanto 30% priorizam a a qualidade do que é servido e 27% citam a preferência dos amigos ou familiares.

“Historicamente, sabe-se que há uma tradição, entre os torcedores brasileiros, de acompanhar as partidas em espaços públicos ou privados que favoreçam o encontro e a convivência entre os torcedores, sejam bares, praças ou outros locais. Para os empresários desse segmento, é uma grande oportunidade para oferecer uma experiência diferenciada”, afirma o presidente Roque Pellizzaro Junior.

Os supermercados (68%) são os lugares mais citados como os preferidos para as compras relacionadas aos eventos durante os jogos. As lojas de rua (35%) e os camelôs (28%) aparecem na sequência. Os preços (58%) e as promoções (51%) serão os fatores mais levados em conta pelos consumidores antes de entrarem no estabelecimento.

“Embora o ânimo que o evento traz sobre os torcedores os levem a gastar mais com as festividades, é importante que os gastos não fujam ao controle do orçamento. O evento passa e ficam as dívidas”, orienta a economista Marcela Kawauti.

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Horários especiais nas empresas

O interesse natural em acompanhar as partidas do Brasil faz com que em muitas empresas adotem esquemas especiais de bancos de horas, horários alternativos ou dispensas e compensações. De acordo com a pesquisa, em 17% dos casos, a empresa onde o entrevistado trabalha pretende liberar os funcionários durante os jogos do time brasileiro. Outros 14% garantem ter um horário de trabalho flexível, enquanto o mesmo percentual de 14% informa que os funcionários vão dar uma pausa para assistir aos jogos dentro do próprio ambiente de trabalho. Apenas 6% disseram que os funcionários trabalharão normalmente e sem pausa durante as partidas.

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