Empreendedores brasileiros aprovam experiência com corporate ventures

Saiba o que são as corporate ventures: novas unidades de negócio em empresas já existentes. Modelo já é aprovado por mais da metade dos empreendedores

Empreendedores brasileiros aprovam corporate ventures

(Crédito: 123RF)

As corporate ventures, novas unidades de negócio em empresas já existentes, é um modelo aprovado por mais da metade dos empreendedores brasileiros. O dado é resultado de uma pesquisa da Endeavor em parceria com a EY-Parthenon e a Cátedra Insper-Endeavor publicada na Época Negócios. Os autores do estudo ouviram mais de 300 executivos, dos quais 56% avaliaram como positivo o modelo de parceria.

Há diversas formas de classificar as corporate ventures. No levantamento, 46% dos entrevistados citaram as incubadoras e aceleradoras, que podem ser criadas internamente ou por meio de parcerias externas, como processos mais comuns entre as iniciativas.

“Nessas pequenas empresas, há menos hierarquia, menos processos estruturados e muito jogo de cintura para permitir a configuração do modelo de negócio na medida em que ele vai se constituindo. Quanto maior o grau de inovação do produto ou do modelo de negócio, maior é a necessidade de se manter longe das estruturas existentes das corporações”, disse Marcos Hashimoto, professor de empreendedorismo do Insper, em artigo na revista Pequenas Empresas Grandes Negócios.

No mundo todo foram investidos em programas deste tipo mais de US$ 31 bilhões no em 2017. Além das inovações geradas, empresários consideram que o modelo deixa os negócios menos vulneráveis a riscos.

“O ponto de partida para esses processos é a constatação de que a inovação é uma necessidade estratégica para a manutenção da vantagem competitiva no longo prazo”, disse Luis Felipe Franco, chefe de aceleração da Endeavor, à  Época Negócios.  “Por essa razão, as empresas devem continuamente investir na busca por inovações, assumindo uma posição empreendedora e, portanto, de protagonismo no desenvolvimento dos seus mercados”.

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Apesar das vantagens já enumeradas, o modelo pode gerar atritos que levam a rompimentos traumáticos de parcerias. Para Guilherme Fowler, professor do Insper e um dos autores do estudo, os problemas acontecem por causa de “arranjos frágeis” no estabelecimento da parceria entre empresas e empreendedores.

“Embora o corporate venture tenha potencial de gerar benefícios para empresas e empreendedores, constatamos um enorme ruído em muitas das parcerias estabelecidas no Brasil. As empresas e os empreendedores, por vezes, estruturam arranjos frágeis e instáveis em função do desalinhamento entre as partes. O resultado mais comum é a falha das parcerias e o fim precoce das iniciativas de engajamento”, disse Fowler à Época Negócios.