Sudeste gera mais da metade dos empregos na economia criativa

Região Sudeste aparece bem à frente do Sul (21,04%), Nordeste (16,36%), Centro-Oeste (6,76%) e Norte (3,18%) no ranking de distribuição de empregos formais

Mapa do Brasil com dados sobre economia criativa.

Um estudo inédito realizado pelo Observatório do P7 Criativo – Agência de Desenvolvimento da Indústria Criativa de Minas Gerais, e divulgado nesta semana em Belo Horizonte, aponta que o Sudeste é a região do país com mais concentração de postos de trabalho do setor, com 52,7% do total do país. Sul (21,04%), Nordeste (16,36%), Centro-Oeste (6,76%) e Norte (3,18%) aparecem na sequência no ranking de distribuição de empregos formais no setor da economia criativa.

São Paulo (1.471.474 vagas), Minas Gerais (457.925) e Rio de Janeiro (442.655), nessa ordem, são os estados que registram o maior número de empregos criativos. Clique aqui para ver o estudo. No total, o número de empregos gerados pela economia criativa chega a 4,6 milhões, o que resulta numa geração de renda mensal de mais de R$ 10 bilhões. Os grupos “Cultura” (37,3%) e “Tecnologia e Inovação” (28,8%) respondem pela maior parte da massa salarial, seguidos por “Consumo” (22,4%) e “Mídia” (11,5%).

Em todo o Brasil, são 526.647 empresas que atuam na chamada economia criativa, considerada o quarto setor da economia tradicional. Ela abrange um extenso leque de negócios baseados no capital intelectual, na inovação e criatividade. Grande parte das produções do setor, inclusive, estão sob proteção do direito de propriedade intelectual.

Quatro grupos de atividades

O estudo do P7 Criativo se baseou na abordagem proposta pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), que distingue três tipos de criatividade: artística, científica e econômica. As atividades incluídas no levantamento mineiro se dividem em quatro grupos: Mídia, Cultura, Criações Funcionais e Tecnologia e Inovação.

O grupo Cultura – que inclui atividades artísticas, de gestão do patrimônio cultural e gastronomia – lidera a geração de empregos na economia criativa, com 51 dos postos de trabalho no setor. O grupo Criações Funcionais, que abrange os segmentos de arquitetura, publicidade, design, moda e fabricação de móveis, aparece em segundo lugar no total de empregos no setor. A proporção é de 28,4%, no Brasil.

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Melhores remunerações da economia criativa

Apesar de aparecerem na terceira posição no ranking de geração de empregos na economia criativa nacional, as empresas do grupo de Tecnologia e Inovação são as que melhor remuneram seus profissionais. Para se ter uma ideia, o salário médio pago pelo setor no Brasil, em 2016, era de cerca de R$ 5,1 mil.

As mulheres são maioria entre os trabalhadores da economia criativa no Brasil (50,02%). Mas não há novidade nesse setor em relação ao quadro nacional: a média salarial delas é menor que a dos homens em todos os grupos pesquisados, inclusive nos de Cultura e Criações Funcionais, nos quais há predominância da participação feminina.