Saiba como conseguir capital para começar a empreender

Você tem uma grande ideia para montar um negócio. Sabe como fazer o seu projeto ser um sucesso. Veja algumas dicas para conseguir recursos financeiros e tirar seu plano do papel

Dinheiro: notas de 100 reais

(Crédito: albund / 123RF)

O que é necessário para empreender? Ideias, técnicas e, principalmente, dinheiro. Sem dinheiro é improvável que sua futura empresa cresça. Mas o que fazer para conseguir esses recursos financeiros para começar?

O CEO da Brain Business School, Ricardo Mollo, escreveu um artigo recentemente para o Estadão com algumas dicas.

“A melhor opção de captação de recursos nem sempre é a mais barata. Para captar recursos é importante analisar os riscos envolvidos e as exigências associadas, além de avaliar qual o percentual da companhia que se está disposto a vender, bem como quanto de poder é preciso abrir mão”, disse Mollo.

Tudo depende também da fase de desenvolvimento que a empresa estiver. O nível de maturidade do negócio está relacionado ao seu nível de risco. Isso determina que tipo de investidor aceitaria participar da sua empresa. “Quanto mais nova ou arriscada a companhia for, provavelmente maior será a participação que o investidor exigirá para investir”, explicou o CEO.

1. Negócios no início

Negócios no começo tendem a ser mais arriscados por estarem ainda em fase de estruturação. Nessa fase do projeto, investidores tendem a exigir participação alta na empresa. “Nesta fase inicial é preferível usar recursos financeiros da reserva pessoal dos empreendedores, ou partir para captar recursos das suas famílias e dos seus amigos, especialmente dos amigos mais ricos. Muitos empreendedores até vendem seus carros ou seus bens para investir na ideia”, explicou Ricardo.

Cadastre-se e receba novidades e dicas sobre empreendedorismo

Outras maneiras de conseguir dinheiro é através de agências de fomento públicas como a Fapesp, Finep e CNPQ. O processo, que exige um projeto, pode ser longo e burocrático. Mas as linhas de apoio são de qualidade.

+Leia também: Como atrair investidores: Sebrae cria projeto para startups

2. Fazer um financiamento coletivo

Uma opção interessante para a fase inicial são os chamados financiamentos coletivos, o chamado crowdfunding. Este tipo de captação se dá por intermédio de plataformas online, onde o empreendedor publica seu projeto na web e vários investidores aplicam pequenos valores. As plataformas mais famosas no Brasil são o Kikante, Kria e Catarse.

“A ideia é que uma quantidade grande de investidores, geralmente pessoas físicas, invistam pequenos valores, mas coletivamente totalizem a necessidade de recursos que o empreendedor precisa para o seu projeto. É importante que o projeto seja bem estruturado, que mostre os objetivos a serem atingidos com os recursos e qual o retorno esperado para o investidor”, disse o CEO.

Existem também os investidores chamados “anjos”. Eles costumam ser pessoas que já empreendem ou executivos que, além de oferecer recursos financeiros, viram conselheiros dos negócios que investem. Grupos de anjos populares no país: Anjos do Brasil, Eqseed e a Gávea Angels. Estima-se que existam mais de cem mil investidores anjo no Brasil.

+Leia também: Sebrae faz parceria com banco para crédito a pequenos negócios

3. Empresa que já está no mercado

Sua empresa já está pronta e tem um número significativo de vendas? Nesse momento, as portas de investimentos começam a abrir. Existem diversos tipos de fundos: venture capital, growth capital e private equity.

“Nesta fase procure pelos fundos de venture capital pois eles que geralmente investem em empresas em fase inicial. Costumam buscar qualquer tipo de idéia inovadora, especialmente as que têm tecnologia e patentes associadas. Fatores como diferenciação, inovação e potencial de crescimento são altamente desejados por este tipo de investidor”, garantiu Ricardo.

Captar financiamento de bancos pode ser uma boa opção. Apesar de arriscado, é mais barato que captar investidores. Mesmo com juros e seus aumentos. O empreendedor não vai precisar dividir suas ações.

“As taxas de juros no Brasil estão em patamares baixos, o que pode ser bem atrativo. Porém, tome muito cuidado com os financiamentos. Procure buscar financiamentos de longo prazo, com carência de pagamento e se possível, com juros subsidiados pelos bancos estatais, como o BNDES e o Desenvolve SP. Um dos maiores impeditivos é que o banco provavelmente exigirá garantias reais. Alguns empreendedores às vezes optam por fazer um financiamento com garantia de seus imóveis, o que é geralmente uma forma mais barata de conseguir recursos, com um prazo bastante grande para o pagamento do principal”, finalizou.

Esse artigo foi útil? Inscreva-se na newsletter do Negociarias e receba mais dicas para sua empresa.