Como evitar o prejuízo ao comprar uma franquia de segunda mão

Comprar um negócio já estabelecido pode parecer vantajoso. Mas saiba que também tem seus riscos. Veja quais os cuidados necessários ao adquirir uma franquia já existente

Ilustração: homens com franquia de segunda mão

(Crédito: jaaakworks/123RF)

Começar a vida de empresário adquirindo franquias é uma forma aparentemente simples para conseguir lucro. Marcas conceituadas no mercado já possuem sua cartela de clientes formada e o faturamento do seu negócio será imediato. Apesar da aparente facilidade, é preciso saber que uma franquia também tem seus problemas. Principalmente se for uma franquia de segunda mão.

Ao adquirir uma franquia já instalada, o empresário vai herdar a história da loja. Ou seja, todas as transações que foram feitas naquele ponto físico. Para evitar futuras dores de cabeça, avalie todos os custos e riscos envolvidos na negociação. A advogada especialista em franquias Thais Kurita deu quatro dicas para você evitar problemas ao comprar uma franquia.

1. Faça uma auditoria na franquia de segunda mão

Faça um levantamento contábil e jurídico do empreendimento e relacione ativos e passivos. Você precisa conhecer a fundo o que está comprando. A franquia precisa estar em dia com as obrigações trabalhistas e tributárias com a franqueadora, fornecedores, proprietário do imóvel e funcionários.
+Leia também: Reforma trabalhista o que o empreendedor precisa saber

Verifique todos os registros contábeis, incluindo o Livro de Funcionários e as certidões da empresa e sócios. Lembre-se: ao adquirir a franquia, você será responsável pelos passivos trabalhistas, tributários e cíveis. Tenha cuidado.

2. Analise o contrato de aluguel

Estude o contrato de locação do ponto. Dê atenção para a data de finalização e as condições de renovação. Certifique-se de que o imóvel esteja disponível pelo mesmo tempo que a exploração da franquia. Geralmente são cinco anos.

Cadastre-se e receba novidades e dicas sobre empreendedorismo

Garanta que o locador autorize o repasse do fundo de comércio e aceite o comprador como futuro locatário. Se houver troca de CNPJ, será obrigatório um novo contrato.

Como precaução, Thais recomenda incluir no contrato de compra e venda uma cláusula que suspenda o repasse caso a negociação com o locador não permaneça com o imóvel. Por exemplo, em shoppings não basta ser aceito como novo locatário. É preciso pagar uma taxa de transferência, que varia de seis a 20 aluguéis. Avalie se o retorno compensa o risco.

3. Garanta a aprovação do franqueador

Tenha certeza que o vendedor da franquia tem autorização para revender a unidade. Ao mesmo tempo, garanta a aprovação do seu perfil como candidato a franqueado pela rede. Com a autorização, firme contrato com o franqueador com um prazo completo de exploração da marca.

4. Estabeleça cláusulas no contrato de compra e venda

Depois de analisar todos os riscos e custos, avalie se o retorno desse investimento é o esperado por você. Se decidir seguir em frente, crie cláusulas no contrato de compra e venda que negocie eventuais dívidas. A sugestão da advogada é que sejam abatidas do valor da compra e que as cobranças referentes à gestão anterior fiquem a cargo do vendedor. Mas lembre-se que os riscos não desaparecem. Você pode ter dificuldades em encontrar o antigo dono ou que ele não tenha bens necessários para quitar dívidas.

Esse artigo foi útil? Assine nossa Newsletter e receba mais dicas para você ter sucesso com sua franquia.