Brasil sobe 16 posições no ranking do Banco Mundial

País pulou da 125ª para a 109ª posição em ambiente de negócios do Doing Business. De acordo com o Sebrae, iniciativas como o Brasil Mais Simples foram fundamentais para a melhora

Bandeira do Brasil

(Crédito: 123RF)

O Brasil subiu da 125ª para a 109ª posição no ranking global do Banco Mundial. O relatório Doing Business 2019, divulgado na quarta-feira (31), avalia a facilidade de fazer negócios entre 190 países e apontou que o Brasil superou todos os países da América Latina em número de reformas. O mais recente relatório mostra que governos em todo o mundo implementaram 314 reformas de negócios no último ano. No caso do Brasil, foram aprovadas quatro reformas para ajudar na criação de empregos, atrair investimentos e tornar a economia brasileira mais competitiva. As quatro reformas citadas representam o maior número já alcançado pelo Brasil em apenas um ano desde que o relatório começou a ser publicado, em 2002.

De acordo com informações da Agência Sebrae, iniciativas como o Brasil Mais Simples, capitaneado pelo Sebrae, contribuíram para esse avanço histórico. Melhorar o ambiente de negócios é fundamental para dar sustentação às Micro e Pequenas Empresas (MPEs) na geração de emprego, conforme defende o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

“O nosso trabalho tem sido incansável para diminuir a burocracia e para isso estamos agindo em várias frentes, seja aprimorando a legislação, seja permitindo a integração e a informatização do sistema de arrecadação. Com isso o empresário vai ter mais tempo para se dedicar à gestão da empresa. Melhorar o nosso ambiente para fazer negócios é meta do Sebrae, incluindo o acesso ao crédito”, disse o presidente do Sebrae.

Redesimples é citada no relatório

A Redesimples é uma das reformas citadas no documento e consiste em um sistema integrado de abertura e registro de empresas, cujo objetivo é facilitar o processo de formalização. Permite a abertura de uma empresa de baixo risco em até cinco dias e o encerramento em um dia, de forma online.

“A estimativa é que as empresas de baixo risco correspondam a mais de 90% do total. Se todas as cidades adotarem esse sistema, poderemos minimizar os prejuízos do excesso de burocracia que ainda travam o empreendedorismo brasileiro”, afirmou Afif, à Agência Sebrae.

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MPEs geram empregos

Mesmo com todas as dificuldades, as MPEs são as principais responsáveis pela geração de vagas de trabalho formais e devem fechar o ano com um saldo de 600 mil trabalhadores contratados.

Para 2019, de acordo com análises do Sebrae elaboradas a partir de dados da Receita Federal, devem ser criadas 1,5 milhão de novas empresas – considerando os microempreendedores individuais (MEI) e as micro e pequenas empresas (MPEs).

Atualmente, 98,5% das empresas brasileiras estão nesse segmento, e representam uma importante janela de oportunidade principalmente para os jovens que buscam o 1º emprego e as empreendedoras, que tentam na atividade empresarial uma forma de compatibilizar tarefas da casa com demandas profissionais.